segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mestra Silvina - Cora Coralina


Mestra Silvina
 Cora Coralina
Vesti a memória com meu mandrião balão.
Centrei nas mãos meu vintém de cobre.
Oferta de uma infância pobre, inconsciente, ingênua,
revivida nestas páginas.
Minha escola primária, fostes meu ponto de partida,
dei voltas ao mundo.
Criei meus mundos...
Minha escola primária. Minha memória reverencia minha
velha Mestra.
Nas minhas festivas noites de autógrafos, minhas colunas de
jornais e livros, está sempre presente minha escola primária.
Eu era menina do banco das mais atrasadas
Minha escola primária...
Eu era um casulo feio, informe, inexpressivo.
E ela me refez, me desencantou.
Abriu pela paciência e didática da velha mestra,
cinqüentanos mais do que eu, o meu entendimento ocluso.
A escola da Mestra Silvina...
Tão pobre ela. Tão pobre a escola...
Sua pobreza encerrava uma luz que ninguém via.
Tantos anos já corridos...
Tantas voltas deu-me a vida...
No brilho de minhas noites de autógrafos,
luzes, mocidade e flores à minha volta, bruscamente a mutação se faz.
Cala o microfone, a voz da saudação.
Peça a peça se decompõe a cena,
retirados os painéis, o quadro se refaz,
tão pungente, diferente.
Toda pobreza da minha velha escola
se impõe e a mestra é iluminada de uma nova dimensão.
Estão presentes nos seus bancos
seus livros desusados, suas lousas que ninguém mais vê,
meus colegas relembrados...
Queira ou não, vejo-me tão pequena, no banco das
atrasadas.
E volto a ser Aninha,
aquela em que ninguém
acreditava.

 Um pouco sobre   Cora Coralina

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.

Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha.

Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. “Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo”, diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. “Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo.” Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/cora_coralina/biografia/

TEXTO COLABORATIVO FINAL


          No módulo 4 do curso de Formação “Leitura e Escrita em Contexto Digital ” trabalhamos  o conceito de texto e de sua compreensão e também participamos de um debate sobre os objetivos da leitura e da escrita, compreendendo a relação dos gêneros e dos objetivos de leitura, as capacidades de compreensão e produção de textos.
 Para finalizar foi proposta a produção de um relato reflexivo sobre o nosso curso e sobre a  participação na construção do blog.
Aqui você encontra o resultado desse trabalho, desenvolvido pelos professores cursistas Francine, Manoelito e Marina. A construção de um texto a partir do gênero – Relato reflexivo

Para saber um pouco mais . . .
O relato reflexivo é feito em 1ª pessoa, em linguagem coloquial, no passado.
Esse tipo de discurso comporta os gêneros pertencentes ao domínio social da memorização e documentação das experiências humanas, situando-as no tempo. Exemplos: relato de experiências vividas, diários íntimos, diários de viagem, notícias, reportagens, crônicas jornalísticas, relatos históricos, biografias, autobiografias, testemunhos etc.
(SCHNEUWLY. B, DOLZ, J. Gêneros Orais e Escritos na Escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004 Trad. de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro)/ Prof. Epaminondas, Práticas de Leitura e Escrita em Contexto Digital – Escola de Formação – SEE


Relato Reflexivo

Sexta- feira, 16 de Novembro de 2.012.

Sempre temos o que aprender!
 Este fantástico curso me mostrou o real significado e importância da leitura. As atividades foram sendo desenvolvidas de maneira gradativa, agregando conhecimentos e possibilitando que os anteriores fossem sempre relembrados.
Tem algo que pretendo levar comigo e com minha prática daqui em diante: a leitura é tão importante quanto a aula expositiva ou mais do que a mesma, pois faz o aluno ser ator e não expectador de sua aprendizagem. Desta forma, com base nos textos fornecidos e nas atividades desenvolvidas, pretendo criar situações que façam o aluno refletir sobre as leituras e colocá-los para ler ainda mais. Acho que algo interessante que posso desenvolver nas minhas turmas agora é um glossário com todas as palavras que eles desconhecem do texto, atividades como a proposta B citada neste módulo referente ao texto do Milagre Brasileiro e também, colocar os objetivos de cada aula. Percebi que estas coisas não serão perda de tempo ou "enrolação", ao contrário, trarão um ganho incrível com o tempo.
A criação do blog em grupo não foi uma novidade, embora cada blog tenha uma característica e cada grupo tenha uma afinidade e,a inda assim, considero esta atividade bastante proveitosa. Pensei inclusive na possibilidade de pedir que meus alunos divulguem em seus blogs algumas coisas referentes às aulas, pois estariam juntando o conhecimento que está sendo adquirido e algo que eles adoram: o computador. Neste caso, adorei o grupo criado porque realmente fui muito ajudada.
Profª FRANCINE TABERTI FERREIRA

Relato - Reflexívo

Domingo, 18/11/2012
Foi muito prazeroso participar do curso “Leitura e escrita em contexto digital”. Sabia que iria enfrentar desafios, pois, é uma nova forma de letramento, como nos diz Bolter, (1991): “Pode-se concluir que a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela”.
Eu também sabia da sua importância na minha formação. Logo no inicio, quando fiquei sabendo que, em grupo, teríamos de criar um “BLOG” me tranquilizei um pouco mais, porque já havia feito isso antes e não iria ter maiores dificuldades para isso. Logo me candidatei para ser o líder do grupo, eu sabia que neste quesito eu poderia ajudar o grupo, a partir daí, as dificuldades foram aumentando e também a ansiedade que após cada produção e postagem dos textos aumentava, na mesma proporção, para ver as notas.
Percebi a importância do trabalho em grupo, da discussão sobre os temas tratados, enfim sobre o curso de maneira geral.
Descobrir que ninguém é autossuficiente, que a felicidade é política e social. Por isso quero agradecer a professora tutora Luciana Zambel e a todos os meus colegas de curso, principalmente as minhas colegas de grupo, que produziram maravilhosos textos.

Profº MANOELITO ANTONIO SOARES FILHO


Relato Reflexivo

Sábado, 17 de Novembro de 2012.

Foi com muito prazer que participei deste curso enriquecedor. Troquei experiências, vivências e ainda horas de "tensão e alívio" . . .
Quando me escrevi no Curso “Práticas de Leitura em Contexto Digital”, sabia que teria desafios. . .e foram muitos . . .
O curso foi a maior parte do tempo leve e prazeroso e numa pequena porcentagem angustiante. Fiz estudos e leituras de textos muito bem elaborados, recebi dicas, instruções e realizei exercícios para checar  minha compreensão que me deixavam confiante! Ter participado nos Fóruns e conhecido colegas tão especiais também trouxe um oceano de experiências, ideias e diversidade. Era uma sensação de "estar só mas caminhando junto." Que momentos importantes e esperados: validação e comentários feitos pela professora tutora Luciana Zambel !
Creio que o meu desafio maior estava em produzir o blog. Se fosse individual já seria um grande desafio, mas em grupo? Logo de cara? Pensava em desistir quase todo dia . . . Eram postagens no fórum sem respostas ou com respostas que não contemplavam minhas dúvidas e ansiedade.
Pensava na sala de aula . . . Como seria para um aluno que nada dominava e entendia e tudo parecendo andar a sua volta . . . Procurei vencer alguns obstáculos e tentar acertar pelo menos o meu passo, para depois acompanhar os colegas e interagir. O uso da ferramenta “blog” e a forma de trabalhar uma mesma informação com diferentes gêneros de leitura e produzir textos para o contexto digital foi um momento bem inovador, esclarecedor e que trabalhou com a minha sensibilidade e emoção. Nada igual como ter aprendido fazendo! Será uma ferramenta a mais para usar com meus alunos. Creio que na sala de aula será mais fácil. Vou programar o uso desta ferramenta para contemplar temas trabalhados nos bimestres ou como uma forma de avaliação que contemple o que foi aprendido em cada situação de aprendizagem em Geografia!
O trabalho em grupo e a troca de experiências e incentivos, dicas e conhecimentos compartilhados também foram importantes para a minha aprendizagem. O próprio ato de poder refazer a atividade, editar textos do fórum buscando melhorar sua compreensão bem como a forma que o curso foi encadeado, com grau de complexidade crescente me fez refletir e perceber a importância de trabalhar os objetivos do que será aprendido e da importância de trabalhar diferentes textos, da orientação dosada, das várias formas de dizer a mesma coisa. Foram exemplos que vivenciei no curso de aulas bem preparadas, atividades interessantes, de uma sala de aula que interagia e de uma ambiente que propiciava respeito pelas diferentes formas e níveis de aprendizagem de seus professores/cursistas.
Foi um prazer ter participado deste curso, das oportunidades que abriram meus horizontes em relação ao uso das novas tecnologias no contexto digital e da importância da leitura e da escrita em todas as disciplinas. Para as minhas aulas de Geografia este curso foi enriquecedor!

Profª MARINA CARDOSO FERREIRA




Apresentação da equipe



FRANCINE TABERTI FERREIRA (Cursista)
São Paulo-SP

Olá! Sou professora de geografia desde 2005. Atualmente, minha vida se resume em cuidar do meu bebê, o André, que tem apenas 4 meses. Estou ainda em licença maternidade e me recuperando de alguns probleminhas de saúde que espero que sejam sanados até o fim deste curso e o meu retorno ao trabalho.



MANOELITO ANTONIO SOARES FILHO (Cursista)
Suzano-SP


Olá!!! Sou Professor de Filosofia desde 2005. Atualmente trabalho nas escolas: EE Batista Renzi e E.E.C Jacques Ives Cousteau.

MARINA CARDOSO FERREIRA (Cursista)
Jundiaí-SP

Sou professora de Geografia há quase 20 anos, trabalho com o Ensino Público em escola da Secretaria da Educação, e com o Ensino Médio em Etecs do Centro Paula Souza em Jundiaí.
Gosto de trabalhar com diferentes faixas etárias e dos vários ambientes escolares que tenho, da diversidade e das pessoas incríveis que tive o prazer de trabalhar, conviver e lecionar neste caminho. Também gosto de cinema, livros, trabalhos manuais e praia.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Barbárie na capital

Esta notícia encontra-se na postagem da colega Marina.

O mundo Encantado e o Desencantamento do mundo
                Max Weber foi um sociólogo alemão que entre outros trabalhos preocupou-se em explicar o processo de racionalização do mundo moderno em seu livro “O desencantamento do mundo” nele Weber desenvolve a tese de que o processo de racionalização, atrelado com o desenvolvimento da ciência contribuíram para uma concepção utilitarista do homem, que é  própria e necessária ao capitalismo.
                Pois bem, deixando de lado Max Weber lembremos que a contribuição da ciência sociológica é propor ás pessoas uma interpretação de fatos que ocorrem sempre a nossa volta. Cada teoria sociológica tem a capacidade de compreender um aspecto da sociedade, um entendimento de algum  fato. Vamos utilizar a perspectiva veberiana para entender algo que aconteceu recentemente nos canais de TV paga.
                Havia um documentário cujo tema era “O novo Buda”, que, resumidamente, narrava a história verídica de um menino no interior da Índia que, tal a história de Sidarta Gautama tentava atingir a iluminação espiritual sentado debaixo de uma árvore. Para quem não conhece a história de Buda podemos dizer, resumidamente, que este era o nome de Sidarta Gautama depois que ele atingiu a Iluminação ou Nirvana. Sidarta era um príncipe Indu que após se defrontar com as misérias humanas abandona a família e a vida confortável de príncipe para fazer voto de miséria e castidade com o intuito de atingir a Iluminação espiritual. Após inúmeras tentativas ele finalmente se senta sob a copa de uma árvore e permanece ali por sete anos passando por inúmeras expiações até que um dia consegue atingir o Nirvana e chegar ao ponto em que se transforma em Buda – o Iluminado.
                Voltemos a historia recente, assim como o antigo Buda esse monge decide igualmente se sentar a sombra do Bodhi Satori (Árvore da Iluminação) e permanecer até que consiga atingir a Iluminação. Lembremos que Buda permaneceu na Árvore por sete anos. E agora recentemente o nosso monge, diferentemente do Buda é acompanhado por milhares de seguidores que anseiam por testemunhar a façanha do mesmo. Porém não temos apenas testemunhas religiosas, posicionada em frente à Árvore, se aglutinam muitos profissionais da imprensa, jornalistas e cientistas.
                Os motivos para elas ali estarem são o s mais diversos. Muitos esperam desmascarar uma fraude, outros esperam por um furo de reportagem, outros  o simples resultado documentário-jornalistico, outras acreditam realmente que o monge atinja a Iluminação e esperam venerar o seu mestre e alguns cientistas esperam analisar cientificamente o caso.
                Passado algumas horas em que o monge se colocou em meditação logo temos o documentário ilustrando toda a sorte de teorias científicas explicando quanto ele poderia permanecer ali sentado e do que poderia acontecer depois de horas sem comer nem ingerir líquidos. Enfim todas as teorias sobre a possibilidade de permanência ou não do monge. Até que um dia se passa e as teses científicas se intensificam cada vez mais. Depois se passam mais 36 horas e surgem mais possibilidade e mais teorias.
                Na verdade o que jornalistas, cientistas, telespectadores, etc buscam é na realidade um entendimento sistemático e racional para algo que escapa de sua compreensão. Assim como alertava o sociólogo alemão Max Weber, o ser humano moderno não consegue aceitar mais nada que não possa ser compreendido, que não seja racional. E mesmo de outra natureza e propriamente sobrenatural, como é a religião, a tendência  é colocar tudo  o que se ouve ou se  vê, em um padrão racional inteligível, ou mesmo palatável , aos nossos intelectos.
                Por fim, ao na hora do documentário dar um parecer sobre o desfecho que o monge teve, ou mesmo se era para apontar algo, não vemos nada, não chegamos a conclusão nenhuma, pois o doc indica que, o próprio monge cansado de ser observado se retira e nunca mais é visto, chegam até mesmo a especular se ele não havia sido sequestrado.
                Aí então respiramos aliviados, pois,  com o sumiço do monge perdemos a necessidade de analisar, decodificar, racionalizar, especular, entender. Parece que sabiamente mais do que o Nirvana o monge nos presenteia com a possibilidade de escaparmos de nós mesmos e da armadilha que criamos para nós. O monge desapareceu, mas podemos voltar a respirar aliviados com a certeza que o mundo agora pode voltar a ser encantado

Estrutura da notícia


  Entendendo um pouco sobre a 
 “Estrutura da notícia”
Técnicas estruturais fundamentais para a composição da notícia impressa jornalística
A linguagem:
  • É um aspecto cultural da sociedade;
  • A cultura é uma organização de sentidos e impressões de uma sociedade;
  • É instrumento de comunicação neste processo de comunicação e neste processo existem os elementos: imagem, som e escrita.  (...)
  • Cabe ao jornalista não apenas contar um fato baseado em informações ou fontes, mas cabe ao jornalista contar de maneira correta, coesa e concia as informações destinadas à população, neste aspecto, enquanto leitor.
Estrutura
  • Narrativa em ordem de importância (pirâmide invertida) e não por ordem cronológica do acontecimento.
  • Utilização do lead, primeiro parágrafo da noticia, no qual se responde a seis perguntas básicas: quem, quê, quando, onde, como e por quê.
  • Não começar com verbo e iniciar com a circunstância mais importante na forma direta, ou seja , pelo sujeito.
     Ítens básicos da estrutura da notícia:
  • Título
  • lead
  •  sublead
  • corpo da matéria
  • e intertítulo.
Sobre as características de uma noticia de jornal voltada para as classes populares . . .
·         tem como objetivo ser de fácil compreensão;
·         textos curtos e numa linguagem repleta de gírias e erros;
·         crítica por seu conteúdo, geralmente mais popular, e por sua linguagem, que abusa de gírias e de um português bastante coloquial.
Os jornais populares sempre tiveram sua imagem associada ao noticiário sensacionalista e espetacular, numa lógica que passa pelos tablóides britânicos e americanos, especializados em bisbilhotar e divulgar a vida e os hábitos, nada politicamente corretos, das celebridades, entre outras abordagens questionáveis. Mas no Brasil, os populares, embora tenham adotado o formato, não seguiram à risca a linha editorial porque seu público revelou um perfil diferente e com características próprias. Como o país tem um mercado leitor de jornais muito incipiente - nossas tiragens giram em milhares e lá são milhões – os populares atingiram um público que não lia jornal e que passou a fazê-lo atraído pelo preço, formato e maneira de apresentação da notícia, em textos curtos e muitos recursos gráficos. Ou seja, novos leitores provenientes de todas as classes sociais. No Super Notícia, da Sempre Editora, que edita também o diário O Tempo, as classes A, B e C representam 87% de seu público leitor, enquanto D e E somam 14%. Percebe-se então que esta resistência que ainda existe entre alguns anunciantes é equivocada e se dá, em muitos casos, pelo desconhecimento e/ou preconceito das agências de publicidade. Enfim, os que ainda resistem têm motivos de sobra para repensarem sua posição.

Coletânea de textos - Notícia para um jornal voltado para as classes mais populares


Coletânea de textos

Notícia para  um jornal voltado para as classes mais populares.

Está coleção de textos faz parte das atividades com a estrutura do texto em diferentes gêneros -  atividade do curso de Leitura e Escrita em Contexto digital - módulo 3. Os cursistas fazendo parte de  grupos diferentes ficaram incumbidos de produzir diferentes textos de acordo com os gêneros:
notícias de jornal para as classes mais populares
notícia de jornal para as classes A e B
 um interrogatório
 uma conversa telefônica.

Em nosso blog você encontrará a produção do gênero notícia de jornal para as classes mais populares e ainda encontrará algumas dicas que selecionamos para orientar essa produção.

A sequência de acontecimentos que cada cursista independente do gênero indicado para seu grupo se baseou foi a seguinte:

 Abre os olhosconsulta o relógio de cabeceiraLevanta-seVai ao banheiroEscova os dentesLava os rostoOuve a campainha da portaEnxuga-se às pressasSai do banheiroCaminha até a portaDestranca a fechaduraAbre a portaVê um homem caído na soleiraCorre o olhar em tornoConstata que não há ninguém mais no corredorAbaixa-seToca o homem com os dedosSente que o corpo está frio e rígidopercebe que é um cadáverCorre para o telefoneDisca o número da central da polícia.

                 Gênero: Notícia Jornal Popular - características:
 


Gênero

Tipo de relato

Tipo de linguagem

Pessoa do relato

Tipos de palavras características do relato

Notícia
jornal popular

Relato de fatos em ordem decrescente do que se supõe ser a informação mais importante para o leitor.

Uso de linguagem mais popular.

Relato em terceira pessoa.

Presença de palavras que indicam precisão, tais como números, nomes e endereços completos.


Abaixo você encontra os textos no gênero "Notícia para um Jornal Popular" produzidos pelos professores Manoelito, Marina e Francine. 
Leia, avalie e comente . . .

 

“TERROR EM CARAGRAVATÁ (BA):  
DONA DE CASA FICA ATERRORIZADA  QUANDO AO ABRIR A PORTA SE DEPARA COM  UM DEFUNTO.”

A dona de casa Maria Joaquina, 42 anos, moradora do bairro de Guataí, acordou hoje às 4 da madrugada ouvindo a campainha de sua casa tocar sem parar.

Ao abrir a porta, levou um susto!

Havia um homem desconhecido caído em frente a sua porta. Olhou para um lado e para outro, não havia mais ninguém na rua, observou que ele não respirava mais. O homem já estava morto. Assustada e sem saber o que fazer, pegou o telefone e ligou para a polícia.

Após alguns minutos a policia chegou e constatou que o homem havia sido alvejado com três tiros na cabeça. Imediatamente, levou o corpo para o IML (instituto Médico Legal), para identificação.

Até o fechamento desta matéria o corpo ainda não havia sido identificado e a policia estava investigando o caso, mas ainda não havia nenhum suspeito de ter praticado o crime.

Profº Manoelito

 

 

Correio do Povo que Sabe 
 Um Jornal a serviço da informação                                    Valente, 24 de Outubro de 2.012.

 

CADÁVER É ENCONTRADO NA PORTA DE CASA

Homem aparentando uns 40 anos, foi encontrado morto na porta da casa do trabalhador José Cristino na manhã de ontem. O fato aconteceu na Vila Esperança. O cadáver foi encontrado sentado na soleira da porta já frio e rígido e o motivo ainda é desconhecido.
Outro caso semelhante aconteceu a um mês na região.
MORADOR SOFRE COM INSÔNIA E DIZ QUE ISSO SÓ VAI PIORAR.
O trabalhador José Cristino que encontrou o cadáver já tem problemas para dormir pela troca de turno constante. É trabalhador em indústria local e acorda toda madrugada às 2:00H quando segue a sua rotina. Nesta madrugada de terror quando ainda estava no banheiro a campainha tocou e ao sair apressado e abrir a porta foi surpreendido com o cadáver do desconhecido.
O morador disse que olhou a sua volta e até ouviu passos e vozes mas como estava muito escuro, com medo, ligou logo para a polícia.
A polícia investiga mais essa morte na região e a identidade do morto, já que não foi encontrado com o cadáver nenhum documento. Segundo José Cristino o defunto apresentava um cheiro forte de bebida.

Profª Marina

 
 

Brasília, 04/11/2012 - Jornal Noticia do Povo!

 
Barbárie na capital

 
Olha a que ponto chega o ser humano... Uma barbárie!

FTF (que não quis se identificar) encontrou o corpo do vizinho na porta da sua casa na manhã de quinta-feira. A mulher contou que assim que abriu os olhos e levantou-se, foi ao banheiro escovar os dentes e lavar o rosto quando ouviu a campainha da porta tocar. Imaginou que pudesse ser a sua amiga que lhe dá carona para o trabalho. Então, enxugou-se às pressas e caminhou até a porta. Abriu a porta e não viu ninguém, mas quando observou melhor, viu um homem caído na soleira e constatou que não havia mais ninguém no corredor. Reconheceu o corpo: era seu vizinho. - Ele gostava de beber até tarde da noite - disse a mulher ainda assustada com o crime - mas não achei que chegariam a esse ponto: matá-lo e jogá-lo na porta de casa!

Abaixou-se e o chamou. Não respondeu! Tocou o corpo e viu que estava frio e rígido. Muito assustada, correu para o telefone e discou o número da central da polícia.

Ainda não se sabe as causas do crime, mas a polícia acredita que foi motivado após uma discussão no bar.

 Profª Francine

 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

VIDEO LEITURA E ESCRITA EM CONTEXTO DIGITAL - GRUPO 1


Produção de Textos sobre as Experiências com a Leitura e Escrita - módulo 2



      Em uma das etapas do Curso de Formação à Distância – Leitura e Escrita em Contexto Digital da SEE-SP, 2012, nossa tarefa foi conhecer e estudar o conceito e a história do blog, ver suas possibilidades para utilizá-las na aprendizagem de nosso alunos. Para isso visitamos blogs, assistimos entrevistas e criamos um blog colaborativo.
O resultado dessa experiência está aqui, com o nascimento do blog “escolaonlinemmfde”. Nossa primeira publicação é uma produção de textos que tratam da experiência de cada professor do grupo sobre a leitura e a escrita. . .
A importância da família e da escola podem ser comprovados nessas experiências !
São depoimentos que emocionam . . .Faça essa viajem e recorde seus primeiros passos com a leitura e a escrita!
 
Lembranças sobre a Leitura e a Escrita . . .

              Quando relembrei meu primeiro contato com a leitura, na memória estavam coleções bem coloridas e ilustradas que minha mãe comprava (vendiam-se coleções na porta de casa na minha infância que eram pagas em prestações). As imagens reproduziam o texto que continham duas frases mais ou menos . . . Era maravilhoso quando minha mãe lia e mostrava as figuras para nós. E quantas vezes ela lia a mesma história, e era muito bom ! Gostava das fábulas, dos contos de fadas e das histórias em quadrinhos . . .
 
            A história em quadrinhos fez parte do meu gosto pela leitura . . . É um mundo fascinante, divertido, cheio de emoções, expressões, mensagens . . . 
  
    Meus pais sempre incentivaram a leitura. A escrita veio depois,  queria entender esse jogo de palavras, sempre saber o que estava escrito. Não fiz o Pré-primário e entrei na 1ª série conhecendo o alfabeto e os números que minha mãe já havia apresentado junto com algumas combinações de letras, palavras e desenhos . Sempre tive em minhas mãos a "Folhinha de São Paulo" , que trazia  um tema diferente toda semana e muitas atividades para desenvolver. Os presentes de minha infância muitas vezes eram livros e coleções de gibis dos primos mais velhos.
 
           Na 6ª série, passei por uma experiência muito boa e desafiadora: a professora Dagmar de Português, propôs em grupo um trabalho que foi um marco. Produzir um livro, com capa, ilustração, tudo feito por nós!
          Dos livros que ganhei alguns se tornaram inesquecíveis , como "Reinações de Narizinho" e "Meu Pé de Laranja Lima". Mais tarde ganhei "O Pequeno Príncipe” e que estranho, não me causou nenhum encantamento. Não consegui terminar sua leitura. . .não entendia qual era o problema. . . Ele ficou guardado até os meus 15 anos, quando retomei sua  leitura e então foi apaixonante . . .
          Meu encanto com a poesia foi no Ensino Médio, quando a professora Marília lia com tanto sentimento e alma que criava um ambiente maravilhoso para que as palavras tocassem a nossa alma também!  Ela contextualizava as obras falando sobre seus autores,  incentivando a leitura e a pesquisa de outras obras . . .
 
          Hoje percebo a importância desses incentivadores e patrocinadores da leitura e escrita e que importância tudo isso representa em minha vida!
                                                    
                                                                              Profª Marina Cardoso Ferreira 
                                                                                     
A História da minha querida Mãe              
         Vou contar aqui a história da minha mãe: uma mulher guerreira que sempre buscou o seu objetivo agindo com prudência e coragem. Não foi fácil conseguir vencer os obstáculos impostos pela vida, mas ela com a sua determinação, conseguiu passar por cima de todos obstáculos.
         A história da minha mãe não é muito diferente da história de muitos brasileiros.  Nasceu na Zona Rural, o seu pai era um matuto que só pensava em trabalhar para sustentá-la juntamente com seus irmãos. Talvez a falta de conhecimento fizesse com que ele nunca parasse para pensar no futuro deles, achava o trabalho mais importante do que a escola, por isso, não se preocupava com os seus estudos. 
         Assim, minha mãe cresceu sem aprender a ler e escrever enfrentando todos os problemas possíveis que um analfabeto possa enfrentar. As dificuldades começaram a se multiplicar após se tornar adulta e resolver se mudar para a cidade de Jussiápe no interior da Bahia, onde teria maior necessidade da leitura para facilitar a sua integração a essa nova sociedade.
          Após algum tempo mudou-se para São Paulo, visando uma vida melhor. Sabia das dificuldades que iria enfrentar em uma gigantesca metrópole. Afinal as dificuldades já são muitas para o cidadão alfabetizado, imaginem para um analfabeto que mal sabe assinar o nome. Ela é uma mulher corajosa sabe muito bem o momento certo de avançar e de recuar, e esse era o momento de avançar não permitiu que nada a impedisse de alcançar o seu objetivo.
           Chegando a São Paulo, sem se preocupar se sabia ou não ler e escrever, tratou logo de procurar um emprego, saia todos os dias em busca de trabalho passando de casa em casa, no intuito de trabalhar como doméstica, já que era a única coisa que sabia fazer. Foi quando em uma dessas casas, alguém a atendeu, e ela foi logo perguntando: - Você está precisando de empregada? - Sim, respondeu a mulher. - E voltou a perguntar. De onde você é? - E ela respondeu: eu sou da Bahia. - Retrucou a mulher: ah! Da Bahia eu não quero não.
          Minha mãe saiu triste, cansada, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Mas ela é insistente não desistia nunca, levantou a cabeça, enxugou as lágrimas e continuou a sua busca incansável, parou em frente à outra casa, tocou a campainha, e aguardou que alguém a atendesse. De repente a porta se abre, saiu uma mulher clara, e com uma voz meiga e suave perguntou-lhe: - Olá! O que a senhora deseja? - Minha mãe: eu gostaria de saber se a senhora está precisando de empregada? - Sim. Respondeu a mulher, e perguntou: mas, de onde você é? - Novamente ela respondeu: eu sou da Bahia. -Ah! Sim, disse a mulher: é da Bahia mesmo que a gente está precisando, entre vamos conversar.
            Depois de algum tempo, ela saiu toda feliz e foi para o ponto de ônibus, se esquecendo até que não sabia ler. Chegando lá, ela se deu conta de que não sabia ler, e pensou, se eu não sei ler, como é que eu vou saber qual condução tomar, já que moro na lapa e vou trabalhar na Pompéia. Mas, como ela era esperta e inteligente, (é que o fato de não saber ler nem escrever, não quer dizer que o ser humano não seja inteligente). Já no primeiro dia procurou saber do itinerário do ônibus. E depois de algum tempo, com a necessidade, aprendeu a ler a palavra LAPA. De todo sofrimento passado, ela aprendeu uma grande lição: prometeu para ela mesma que os seus filhos jamais iriam passar pelo o que ela passou, e disse: todos eles vão estudar e se formar. E assim se fez.
Parabéns mãe, a senhora conseguiu e nós lhe agradecemos muito por isso. Nós te amamos muito.
                                                          José Carlos, Eliete, Manoelito e Eliene.             

 

                                      Lembranças . . .
 
Não recordo exatamente sobre o meu primeiro livro, mas lembro da minha vontade enorme em aprender a ler e a escrever. Eu gostava que minha mãe lesse para mim todos os dias e achava o máximo ela olhar aquelas letras e dali sair uma história, só que ela não tinha muita paciência para isso e me dizia que, em breve, eu aprenderia a ler e poderia ler o quanto quisesse, todos os dias. Mas, na verdade, isso foi ótimo, pois a partir dali, comecei a querer aprender. Olhava cartazes, placas, tudo o que tinha letras e tentava juntar as sílabas e montar palavras. Talvez se minha mãe lesse tudo o que eu quisesse, eu não teria tido tanto empenho tão cedo.

Na escola, achava todas as professoras lindas, inteligentes e admiráveis. E foi daí que quis ser uma delas...

                                                       Francine Taberti Vieira